Depois de perceber que, realmente, eu estava ficando mais maluca que o normal, resolvi trancar meu TCC e fazer terapia. Bem que eu disse que precisava dela. Essa decisão veio acompanhada de muitos medos, choro e uma série de consequências, mas acreditando cegamente nos meus instintos malucos e o que acreditava ser melhor pra mim, não deixe de fazer nada e fui em frente.
Assim, continue vivendo minha vida onde a única regra que continuei levando muito a sério é comer de três em três horas (se você é gastrítico, você me entende). A terapia de fato me ajudou a controlar minha ansiedade e pensar que talvez, mesmo sem estar formada, fosse hora de eu dar um (ou dois) passo(s) à frente. Aconteceram coisas incrivelmente ruins, que me rendeu vinte e um dias ininterruptos de dor de cabeça, e coisas incrivelmente boas, como um estágio de um mês em um Estúdio de designers famosos em São Paulo. De repente, lá estava eu, morando mais tempo de favor na casa de amigos em São Paulo do que na casa onde minha vida material morava.
A partir dai, a história da minha vida tem acontecido de uma forma muito engraçada. Voltei para Bauru fingir que ainda morava lá, fui pra Belo Horizonte onde conheci pessoas que vou levar para toda minha vida em um CoNE Design (e sai de lá como encrenqueira) e passei por alguns momentos de incerteza até finalmente ter que me mudar para São Paulo.
A partir dai, a história da minha vida tem acontecido de uma forma muito engraçada. Voltei para Bauru fingir que ainda morava lá, fui pra Belo Horizonte onde conheci pessoas que vou levar para toda minha vida em um CoNE Design (e sai de lá como encrenqueira) e passei por alguns momentos de incerteza até finalmente ter que me mudar para São Paulo.
No semestre passado, eu fazia discursos falando que eu precisava de alguma coisa muito forte para me tirar do LabSol. E de repente, do dia para noite, consegui o estágio (tão por acaso, tão cheio de aventuras) no Estúdio. A partir daquele mês de São Paulo eu sabia que meu lugar não era mais em Bauru. A única coisa que me fazia pensar em ficar lá era todo meu amor pelo interior e por um moreno de 1,81m. Mas nada me tirava da cabeça que ficar em Bauru, pacatamente fazendo meu TCC para poder arranjar um trabalho bacana depois, talvez trabalhando em qualquer coisa contra meus princípios apenas para cumprir as etapas de um jeito convencional fosse melhor. Eu, teimosa que sou, vim conhecer a Design Possível, prestei seletiva e de repente, estava aqui.
Já faz quase um mês que tive que empacotar minha vida e desmontar móveis em um fim de semana, confiar minha gata ao meu gato (e vice e versa) e vir pra São Paulo sem casa, meio sem dinheiro, meio sem saber como ia realmente ser. Desde então, estou trabalhando muito, procurando casa e, finalmente, fazendo o TCC que eu realmente quero. Minha lição de tudo isso foi: não nasci para seguir caminhos lineares. Por mais que eu queira, tente, não consigo desligar o modo aventura da minha vida. Mas quer saber mesmo? Que ótimo começo para um ótimo novo fim :)